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Devemos tornar ultrapassagens possíveis, mas não fáceis!

Adrian Newey sobre asa traseira móvel

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O conservador MVR-02


ANDERSON NASCIMENTO

A Marussia Virgin não fez o que era necessário para que ela pudesse sonhar com lugares melhores na temporada 2011. Deixou de inovar e preferiu o conservadorismo. Por isso, sua campanha este ano não deverá ser tão diferente do que foi no ano passado.

O MRV-02 foi apresentado no estúdio 1 da emissora de televisão britânica BBC. Presentes estavam diretores, o projetista do carro Nick Wirth e os dois pilotos titulares Timo Glock e Jerome D’Ambrosio. Posaram para fotos, deram explicações sobre o carro e toda aquela “cerimônia” que existe em toda a apresentação de um carro novo na Fórmula 1.

"Um design mais novo que este carro da Fórmula 1 é o design de PortugalCasino.pt, um guia de casino online que está a prender a atenção de seus jogadores!"

Quanto as partes técnicas e o design, como já dito foram conservadores demais no meu ponto de vista. Inclusive voltaram a utilizar o CFD para projetar o novo bólido. Garantiram que a tecnologia utilizada dessa vez era bem melhor do que a que foi usada para desenvolver o VR-01. Isso só revela que o time não tirou lição nenhuma do ano horrível que teve em 2010.

As entradas de ar laterais chegam quase a ter formas ovais e o bico não seguiu a tendência dos carros apresentados até aqui, visto que possui ondulações e é baixo. A asa dianteira é larga e chamada pelos diretores de ‘tromba’. O escapamento ficou posicionado abaixo do difusor traseiro.

A pintura não recebeu grande alterações. O vermelho e preto ainda imperam como cores principais, porém, os detalhes em branco ganharam mais força. O novo logo da equipe está estampado bem no bico do carro nas cores vermelho branco e azul, fazendo lembrança as cores da bandeira russa, na qual o time passará a defender agora.

Não acredito muito que a equipe russa de Richard Branson, mesmo com mais investimentos e um orçamento maior para essa temporada, deixe de andar no fundo do grid. Quanto aos pilotos, Timo Glock pode trazer alguma evolução ao time durante a temporada, mas D’Ambrosio não possui talento para fazer mais do que aprender neste seu ano de estreia na Fórmula 1. Vale lembrar que a equipe ainda não escolheu seu piloto reserva para a temporada.

Kubica, o acidente, a cobertura


FÁBIO ANDRADE

O acidente sofrido pelo piloto polonês Robert Kubica nesse domingo durante sua participação em um rali na Itália foi assunto de destaque na manhã deste dia 6 na web. Rapidamente o nome do piloto polonês entrou no Trending Topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter. E em meio às notícias desencontradas de primeira hora, um tema que sempre anda ao lado dos acidentes e catástrofes novamente se fez notar: a cobertura da imprensa em casos como esse.

Kubica se acidentou quando participava de uma etapa de rali nas proximidades de Gênova, no norte da Itália. O piloto da Renault guiava acompanhado por James Gerber, seu navegador, que saiu ileso do acidente. Para Kubica, entretanto, o choque com um muro às margens da estrada resultou em várias fraturas na perna, braço e mão direitas. As lesões foram confirmadas pela Renault. Ainda no final da manhã a informação era de que o piloto ainda estava na mesa de cirurgia e a avaliação inicial dos médicos era de que o risco de amputação da mão do polonês era baixo, apesar das sérias lesões.

Os fatos são esses. Alguns veículos de mídia europeus, porém, noticiaram que Kubica chegou a ter uma das mãos amputadas ainda no local do acidente. No Brasil, o direcionamento da notícia em alguns sites pendeu para a declaração que Eric Boullier, chefe da Renault, deu na semana passada, quando afirmou que o brasileiro Bruno Senna era o substituto imediato em caso de problemas com algum dos titulares (Kubica ou Petrov). Tudo isso ainda nas primeiras horas após o grave acidente.

O carro de Kubica após o acidente

O carro de Kubica após o acidente

Os protestos logo se fizeram ouvir no Twitter. E nessa era em que a lógica de mercado penetrou em praticamente todos os setores, tornou-se comum ver os veículos de comunicação estampando seus posicionamentos mercadológicos disfarçados de “interesse do público”. Alguns veículos devem achar que é de “interesse do público” saber que um piloto brasileiro – sobrinho de um tricampeão brasileiro – pode ocupar a vaga de Kubica. E de fato isso é algo de interesse do público, não só o brasileiro mas o que acompanha a Fórmula-1 de uma forma geral. Mas o interesse maior poucas horas após um acidente grave, que pôs em risco a vida do piloto e cujas consequências ainda são incertas para a carreira do polonês, é saber sobre o estado de saúde de Kubica. Curiosidade sobre possíveis substitutos é algo secundário, até fútil e mesquinho, sobretudo porque a declaração de Boullier no fim das contas não quer dizer nada.

Kubica segue sendo operado durante toda a tarde de domingo na Itália. Na próximas horas um boletim médico deve atualizar o estado de saúde do piloto polonês.

A nova arma da McLaren


ANDERSON NASCIMENTO

A McLaren apresentou seu novo carro para a disputa da temporada 2011 em público na cidade de Berlim. E além de revelar inovações no carro, como já era esperado, o time inglês também inovou na hora de apresentar sua mais nova arma para voltar a conquistar o título.

Diante de uma grande multidão, o novo McLaren MP4-26 foi sendo montado com alguns mecânicos trazendo as peças que restavam ao bólido. Uma maneira bem criativa e interessante de sair da mesmice de tirar um pano sob o carro já pronto.

Quanto as alterações no carro que será usado por Lewis Hamilton e Jenson Button, a equipe seguiu algumas tendências para a temporada, mas foi mais além. O nariz continua a ser bem alto e a asas dianteira apresenta detalhes interessantes que com certeza atuarão na performance do carro.

Outras duas alterações, com certeza as mais importantes, justificam o fato do time ser um dos últimos a revelar seu novo carro. Nas laterais da entrada superior de ar acima da cabeça dos pilotos, um duto foi implantados. As entradas de ar laterais do carro são a outra novidade apresentada. Elas são mais altas do que as das rivais e possuem uma forma de L.

A pintura permaneceu a mesma, o que já era de se esperar. No entanto, muitos esperavam que os novos macacões dos pilotos fossem apresentados, mas isso não aconteceu.

Parece que com o MP4-26 a McLaren veio para fazer frente às principais candidatas ao título. Com as inovações e com dois pilotos que saberão muito bem o que estarão guiando, o bólido dos ingleses pode se tornar o temor de Red Bull e cia. É claro que ainda é muito cedo para se fazer comparações, apontar favoritos e até mesmo dizer que o MP4-26 andará na frente. Mas tudo parece conspirar a favor de uma grande luta pelo campeonato.

A Zona


FÁBIO ANDRADE

No dia que concluiu uma semana de testes pouco conclusiva o que mais chamou a atenção no mundinho paralelo da Fórmula-1 foi a sugestão, partida da Federação Internacional de Automobilismo, de criar o que se chamou de “zona de ultrapassagem”. A ideia é estabelecer uma área de 600 metros nas retas principais de cada circuito e liberar, nesse trecho, o uso das asas móveis.

A iniciativa de criação da zona surgiu depois de alertas de engenheiros e de pessoas ligadas ao corpo técnico das equipes. Adrian Newey, engenheiro-chefe da Red Bull cravou a mais forte das declarações até então, e foi preciso ao dizer que “devemos tornar as ultrapassagens possíveis, não fáceis”. O efeito do alerta foi o receio de que as asas móveis tornem as ultrapassagens banais e artificiais. Pior do que isso, as asas móveis somadas ao KERS correm o risco de acabar com todo o jogo de xadrez que envolve uma ultrapassgem, e que as vezes é mais interessante do que somente a ultrapassagem. Uma ultrapassagem não é só a ultrapassagem em si, mas toda a trama e sequência de tentativas e erros que leva até o desfecho da manobra. E, historicamente, uma ultrapassagem é o triunfo de um conjunto equipamento/piloto que seja superior a outro conjunto equipamento/piloto naquele determinado momento. Não é um simples apertar de botões.

O vai e vem de regrinhas e preciosismos que a FIA sinaliza nessa pré-temporada revela ainda que quase um ano depois desse post várias coisas ainda são válidas para o momento da Fórmula-1. A categoria precisa de mais do que um regulamento estável, precisa primeiramente decidir afinal que filosofia de espetáculo ela vai seguir. No momento atual é impossível dissociar a palavra “espetáculo” da palavra “esporte” porque os dois andam juntos. Mas aquela que se considera a categoria máxima do automobilismo tenta se equilibrar numa escorregadia fronteira: entre se afirmar como celeiro da técnica e dos melhores pilotos do mundo ou injetar artifícios que descambam para sua própria mariokartização. E antes de tudo é preciso escolher qual estilo de entretenimento será representado.

Até que alguém do alto comando da Fórmula-1 acorde para isso, continuamos acompanhando a evolução da zona.

Ross Brawn faz pouco caso do escapamento frontal


FELIPE MACIEL

Em todas as apresentações feitas até aqui, vimos muitos carros sem nada de novo a apresentar, com exceção do bólido da Lotus Renault. Quando olharam para sua traseira, veio a pergunta: onde foi parar o escapamento que deveria estar aqui?

Logo se descobriu que a equipe inseriu uma solução inovadora, apontando o exaustor para frente, nas proximidades do sidepod. A ideia é basicamente canalisar o fluxo de ar na direção do difusor, ainda que através de um longo caminho. Clique e entenda como funciona o escapamento da Lotus Renault.

Mas o que à primeira vista parece uma invenção a ser disseminada pelo grid, pode na verdade não ser tão essencial quanto se sugere. Ross Brawn, por exemplo, não se surpreendeu em nada com a novidade e deu de ombros para ela, arriscando-se a dizer que os times devem optar por diferentes soluções.

Eu vi a Ferrari, e eles tinham algumas opções diferentes. Eu acho que existem algumas soluções que você pode implementar para obter os benefícios provenientes da energia do escape. Então eu creio que veremos diversas soluções até o Bahrein.

Ross Brawn

Rumores indicam que a McLaren estaria preparando o novo MP4 para abrigar o exaustor de saída frontal; o dia do lançamento dirá se é apenas um boato.

A julgar pelas palavras de Brawn, o escapamento da Lotus Renault está longe de ser a grande inovação do ano. Alguns podem copiar mas há outras opções a se considerar. Também há que se considerar que certas estranhezas no conceito não fazem do escape frontal uma aposta tão segura. A Renault abraçou o risco e o lançou, e os times que resolverem incorporá-lo não deverão enfrentar grandes desafios técnicos.

Resumindo a ópera, passada a surpresa do primeiro momento, o exaustor revolucionário começa a não impressionar tanto assim. Mas somente com o tempo saberemos quais soluções irão se sobressair no final.

Lotus, Renault e Sauber lançam seus carros


FÁBIO ANDRADE

O fim do mês janeiro tradicionalmente é marcado pelos lançamentos dos carros dos times da Fórmula-1. Para não fugir à regra, só hoje três equipes revelaram os carros que disputarão o mundial de 2011 na categoria: o Team Lotus, a Lotus Renault (é mole?) e a Sauber.

Team Lotus

O Team Lotus, o time que disputou a temporada passada sendo chamado apenas de Lotus, revelou seu T128 via web. Foram poucas e tímidas imagens em formato 3D. O real T128, o carro com a frente mais baixa entre os já lançados, poderá ser visto na terça-feira, quando o time participa dos testes em Valência.

Foi confirmada também a presença do piloto brasileiro Luiz Razia no Team Lotus. O baiano, de 22 anos, já foi campeão da F-3 Sulamericana e será o terceiro piloto da equipe malaia. Ao mesmo tempo, Razia continuará participando da GP2 Ásia, campeonato que terá a primeira etapa disputada nos próximos dias 11 e 12 em Abu Dhabi.

Lotus Renault

O insólito lançamento de dois carros diferentes de equipes com o mesmo nome no mesmo dia aconteceu hoje. Enquanto o Team Lotus apresentou seu monoposto pra 2011 pela internet, a Lotus Renault, que disputou o campeonato passado chamando-se apenas de Renault, desvendou as linhas do R31 em Valência. Além de lançar o carro, a Renault anunciou ainda a pequena multidão de pilotos-reserva que estarão ligados ao time em 2011.

O tcheco Jan Charouz, o chinês Ho-Ping Tung e o malaio Fairuz Fauzy serão pilotos-reserva da equipe. Já Bruno Senna e Romain Grosjean serão os chamados terceiros pilotos, os substitutos imediatos dos titulares Robert Kubica e Vitaly Petrov. Toda essa variedade de pilotos estará presente dentro de uma única equipe numa categoria que praticamente aboliu os testes durante a temporada.

A equipe havia anunciado a pretensa intenção se homenagear a clássica pintura preta e dourada da época da Lotus John Player Special. Se a intenção era realmente essa, faltou delicadeza na hora de planejar o layout do carro.

Sauber

Já a Sauber, que não está envolvida em nenhuma confusão a respeito de sua nomenclatura, também exibiu hoje o novo carro. O C30, como é tradicional na equipe suíça, será empurrado por motores – e agora também pelo KERS – da Ferrari.

A Sauber também apostou no bico alto, tendência desse início de pré-temporada. Mas o que mais capturou a atenção no novo carro de Kamui Kobayashi e Sérgio Perez foi a multiplicação dos patrocínios na equipe. Enquanto o C29, carro do time na temporada passada, correu quase “pelado” o C30 já surge com mais marcas estampadas em sua carenagem logo na apresentação. Segundo Peter Sauber, a equipe já entra em 2011 com as finanças estabilizadas.

Uma nova oportunidade para Bruno?


ANDERSON NASCIMENTO

Como anunciado recentemente, Bruno Senna pode estar com contrato fechado para trabalhar na Lotus Renault como piloto de testes. Se a notícia for verdadeira, o piloto brasileiro será muito beneficiado, sem dúvida alguma, em trabalhar numa estrutura de equipe de ponta e vencedora ao lado de um grande piloto chamado Robert Kubica mesmo que seu lugar de piloto de testes seja bem mais ilustrativo do que qualquer outra coisa nestes tempos de ausência de testes coletivos na Fórmula 1.

Talvez Bruno possa pilotar em algum treino livre nas sextas-feiras e isso pode dar-lhe a oportunidade que ele tanto queria de mostrar que pode guiar como titular em uma equipe média ou grande. Talvez apareça alguma oportunidade ainda melhor caso Vitaly Petrov continue a ser massacrado pelos resultados de Kubica. Nunca se sabe, mesmo que o investimento do piloto russo para conquistar essa sua vaga seja assombroso.

No final das contas, o brasileiro acabou não se dando tão mal assim. Amargar mais um ano sendo piloto da frágil Hispania seria um desastre (ainda mais pagando para isso) e ficar um ano de fora da categoria para quem não é mais tão jovem assim também não seria nada bom. Ultimamente essa tem sido a vida não só do brasileiro, mas de todos aqueles pilotos que sofrem por não ter patrocinadores e investidores tão fortes e afortunados para arrumarem uma vaga na categoria. Lucas di Grassi, por exemplo, está aí, sem nada, apesar de seu talento.

Vale lembrar que não há nada de oficial ainda sobre a ida de Bruno como piloto de testes para a Lotus Renault. Fairuz Fauzy foi anunciado recentemente para o mesmo posto, além do chefe da equipe, Eric Boullier, querer que seu protegido Romain Grosjean ocupe esta função. Por isso, não é certo confirmar nada até que este imbróglio que é mais político do que esportivo se resolva.